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No dia 18 de dezembro, a tempestade Elsa atingiu Portugal e Espanha e, no dia 19, a tempestade Fabian atingiu novamente. Na Faia, Brava caiu mais de 100 mm de água em uma semana, com o resultado de que o rio Coa se transformou em num rio impetuoso com pequenos riachos correndo intensamente. Normalmente secos no Verão, transformaram-se em riachos selvagens. Com o período de estio longo e seco na nossa lembrança, é surpreendente ver tanta água fluindo para o oceano.

Toda essa água resultou em grandes lagoas resultado de diferentes intervenções que ao longo dos últimos anos tem sido realizadas para conseguir reter mais água pluvial por mais tempo.  Neste cenário surgem questões:  Como podemos armazenar essa água de maneira ecológica ou sustentável? Podemos impedir que a água vaze rapidamente através das "paredes" dessas lagoas?

A resposta é melhorando a capacidade de retenção destas lagoas e charcas, através da utilização da introdução de materiais impermeáveis como argila, melhor compactação e melhorar a diversidade arbustiva da mesma que permite aumentar a estrutura das mesmas.

Mas nem tudo são boas notícias estas tempestade provocou estragos no nosso viveiro florestal e dessa forma temos que unir esforços para pôr de pé esta estrutura tão importante para a concretização da missão da ATNatureza para continuar a reflorestar a Reserva da Faia Brava com árvores nativas , uma medida importante para a redução do efeito das Alterações Climáticas e melhorar a estrutura e a retenção do solo na Reserva.


new pond at quinta de sol

Grande charca na Quinta do Sol


wild brook

Riachos que correm bravos como a Reserva


destroyed nursery


Estrutura do viveiro florestal destruído


wild brook near Sao Paulo


Wild brook in valley north of Sao Paulo

 

Lembram-se do Milhafre-real que foi entregue à ATNatureza no passado dia 24 de Novembro?! A ave não conseguia voar e foi capturada sem dificuldade por pessoas da aldeia de Escalhão. A mesma foi transportada pelo SEPNA-GNR de Vilar Formoso (Serviço de Protecção da Natureza da GNR) para o CERVAS- Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens onde recebeu tratamento e permaneceu até ao dia de hoje para a sua devolução à natureza.

A ave apresentava uma fractura numa das asas, muito provavelmente resultado de uma colisão com um cabo elétrico (foi encontrada nas imediações de uma linha eléctrica), e a sua recuperação foi total, pelo que foi possível o seu rápido regresso ao meio natural. Para a sua devolução contámos com a presença de 66 alunos do Jardim de Infância da Fundação Ana Paula, que após assistirem um pequeno teatro de fantoches do “Rupis e as suas aventuras”, tiveram contacto com a ave e assistiram ao seu primeiro voo de volta à liberdade.

O Milhafre-real é uma espécie de rapina com duas populações distintas: a nidificante ( com estatuto de Criticamente em perigo) e a invernante ( oriunda essencialmente do Centro e Norte da Europa, com estatuto de Vulnerável) que ocorre na região de Figueira de Castelo Rodrigo. O Milhafre-real é uma espécie-alvo do projeto Life Rupis da qual a ATNatureza é parceira e trabalha ativamente na sua conservação e na minimização de riscos que afetam esta e outras espécies-alvo do projeto.

Saiba mais sobre o projeto Rupis: www.rupis.pt 

 

kits school outside      red kite captured 2

 

 

 

Durante o ano letivo 2018-2019, @s alun@s do 5º ano (atualmente no 6º ano), desenvolveram um projeto no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento no tema do Bem-Estar Animal em Figueira de Castelo Rodrigo (FCR). No decorrer do projeto, entre outras coisas, estes(as) alun@s fizeram livros de receitas de pesticidas biológicos (PB), para vender aos cidadãos de FCR, incentivando os mesmos à utilização de pesticidas biológicos, em detrimento dos pesticidas químicos, que podem provocar o envenenamento animal. O dinheiro angariado com a venda destes livros ( € 94,00 euros!) foi entregue, na passada segunda-feira, à Associação Transumância e Natureza (ATNatureza) e desde já queremos manifestar o nosso obrigado e anunciar que o mesmo já foi usado para adquirir alimento suplementar para os cavalos e que já está a ser útil para alimentar uma égua Sorraia que estava um pouco debilitada.

Um bem haja ao Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo pelo trabalho desenvolvido e pelo facto de sensibilizar os alunos para causas tão importantes.

NOTA:Se quiser um dos últimos exemplares deste livro, dirija-se à sede da nossa Associação. Vá a correr, antes que acabem!

Lembra-se da égua JUNÇA Faia Brava que foi encontrada pela nossa bióloga Ana Nunes e pelos trabalhadores de campo e que foi tratada com o ferimento grave na pata traseira esquerda?!

Graças à rápida intervenção da equipa da ATNAtureza a Junça teve acesso a cuidados médicos inclusive curativos de mel, caso para dizer que, o mel Faia Brava faz milagres!! E em pouco tempo a Junça ficou saudável e já se encontra junto da sua manada. Reserve já uma data e venha nos visitar e quem sabe pode ter a sorte de avistar a Junça em liberdade junto da sua manada.

O meu nome é Rita Cristóvão e sou a nova diretora executiva da ATN desde outubro de 2019. Foi por acaso que encontrei esta maravilhosa oportunidade de trabalhar na conservação da natureza, numa região que me é muito querida, devido às minhas raízes familiares em Pínzio, à qual estou emocionalmente ligada e onde passo a maior parte das férias em família. Como amante da natureza, caminhadas e outros desportos na natureza, trabalhar na ATN é um sonho tornado realidade desde que eu estudava no liceu e queria ser engenheira florestal. Acabei por me tornar gestora no setor da saúde, onde desempenhei funções de gestão executiva, como diretora geral num centro hospitalar privado e como membro do conselho diretivo de uma organização pública. Também fui consultora freelancer antes de conhecer a ATN.

Achei o projeto Faia Brava e a missão da ATN, criando espaços para a natureza, únicos e importantes, não apenas para proteger a natureza e combater as mudanças climáticas, mas também para promover o desenvolvimento económico e social local numa parte do território português que está sendo abandonado devido à falta de oportunidades de vida, especialmente para os mais jovens.

A ATN tem todas as condições e potencial para se tornar num estudo de caso, não apenas em Portugal, mas também internacionalmente, em termos de proteção florestal e gestão de terras, além de promotor significativo do desenvolvimento local em áreas de baixa densidade populacional.

Eu abracei este desafio porque acredito que a ATN pode fazer a diferença.

Farei tudo o que estiver ao meu alcance para tornar a ATN cada vez melhor, para que todos possam desfrutar e compartilhar as experiências que viveram nas nossas reservas naturais

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