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PROBLEMÁTICA DE CONSERVAÇÃO

Apesar de ser uma região periférica relativamente às porções mais humanizadas do território ibérico, afastada dos principais eixos de desenvolvimento sócio-económico, existe um conjunto de ameaças ao património natural associado às actividades humanas.


Precisamente, o aspecto mais marcante está relacionado com a profunda “ruralidade” de Riba-Côa e deriva do ABANDONO AGRÍCOLA, nomeadamente do desaparecimento das práticas agrícolas tradicionais (cerealicultura, pastorícia de percurso e policultura tradicional). Esta rarefacção de espaços cultivados e pastoreados de forma extensiva conduziu à perda de biótopos estepários “abertos” e ao desaparecimento dos ecótonos (interfaces entre difentes biótopos), com o consequente declínio de biodiversidade e a redução da abundância de espécies agro-dependentes.


Por outro lado a uniformização do coberto vegetal, associada a novas práticas pastoris, implicou maiores INCÊNDIOS AGRO-FLORESTAIS e de maior impacto sobre a composição ecológica.


Outras ameaças relevantes a mencionar são a caça furtiva e a perseguição a predadores.

ABANDONO AGRÍCOLA

Principais consequências do abandono agrícola: redução do mosaico de habitats, redução da compartimentação ecológica, maior risco de perdas pelo fogo, rarefacção das espécies presa, redução da biodiversidade, perda de património cultural e etnográfico.

A tradição de cerealicultura na região Mosaico com parcelas cerealíferas no passado Crescimento de matos de giesta em parcelas cerealíferas abandonadas
INCÊNDIOS AGRO-FLORESTAIS

Principais consequências dos incêndios: destruição do coberto vegetal, aumento da erosão dos solos, redução da compartimentação ecológica, rarefacção das especies presa, redução da biodiversidade.

Incêndio de 2003 - Frente de fogo Incêndio de 2003 - Zona ardida propensa a erosão acentuada Incêndio de 2003 - Zona ribeirinha do Côa