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LISTA COMPLETA DE ACÇÕES DESENVOLVIDAS NA RESERVA DA FAIA BRAVA (2000 - 2008)
Esta associação gere presentemente cerca de 600 ha de terrenos nas áreas de nidificação e alimentação do principal núcleo populacional de aves rupícolas na Zona de Protecção Especial do Vale do Côa. Estas propriedades incluem 3 pombais tradicionais, que foram recuperados no âmbito de um campo de trabalho, e encontram-se repovoados, fornecendo alimento adicional à avifauna rupícola, como é o caso da Águia de Bonelli. Estes pombais têm sido mantidos e sustentam uma população saudável de cerca de 200 casais de Pombo-da-rocha. Adicionalmente, a ATN gere 7 pombais de proprietários locais. Em 2007, a ATN foi responsável pela implementação de cerca de 25 ha de parcelas cerealíferas, essenciais na alimentação do Coelho-bravo e Perdiz-vermelha, espécies-presa da Águia de Bonelli. As culturas cerealíferas foram implementadas em pleno território de um casal desta espécie e com variedade regionais de gramíneas e leguminosas. Em 2007, a ATN foi responsável pela construção de 2 parques de repovoamento e alimentação de Coelho-bravo. A localização desses parques teve em conta a proximidade ao local de nidificação de Águia de Bonelli e a densidade de Coelho-bravo (foram escolhidas zonas de densidade quase nula). Adicionalmente, foram construídas cerca de 5 unidades de alimentação e abeberamento para Perdiz-vermelha, que foram distribuídas pela área gerida pela associação. Anualmente, a ATN é responsável pela monitorização das populações de aves rupícolas do vale do Côa. Este trabalho consiste na vigilância dos ninhos e cálculo do sucesso reprodutor das seguintes espécies: Grifo, Abutre-do-egipto, Águia de Bonelli, Águia-real e Cegonha-preta. Para além de permitirem a análise do estado de conservação destas populações anualmente, os dados obtidos através desta monitorização permitem analisar o efeito das próprias acções de restauração ecológica e conservação implementadas no terreno pela ATN e permitem a definição de prioridades a curto e médio prazo. Nestes terrenos a associação tem desenvolvido acções de vigilância e implementado as práticas agrícolas tradicionais e acções de limpeza e condução dos bosques, com o intuito de fazer a prevenção contra fogos florestais. Esta associação conta com duas viaturas todo-o-terreno, um técnico florestal e dois funcionários a tempo inteiro, responsáveis pela implementação das acções de prevenção, vigilância e conservação dos bosques dentro da ZPE do Vale do Côa. Anualmente, a ATN organiza acções de reflorestação em zonas afectadas por incêndios e também em linhas de água degradadas. De 2005 a 2008 foram plantadas nas propriedades da ATN cerca de 15.000 árvores de espécies autóctones. Adicionalmente, foram semeadas cerca de 70.000 bolotas numa campanha de voluntariado criada no final de 2008 - 1 Milhão de Sementes para o Vale do Côa. Estas reflorestações têm ajudado à constituição de cortinas de árvores folhosas, diversificação do coberto vegetal, aumento da biodiversidade, protecção contra fogos e protecção contra a erosão. Na Reserva da Faia Brava, entre 2004-2006, foram construídas 5 charcas de média dimensão, em terrenos próximos do vale do Côa. Estas charcas têm como principal objectivo aumentar a disponibilidade alimentar de 1 a 2 casais de Cegonha-preta, que nidificam no vale do Côa, dentro dos limites da Reserva da Faia Brava. Em 2007 foi contruído um campo de alimentação de aves necrófagas na ZPE do Vale do Côa. A ATN pretende assim dotar a ZPE do Vale do Côa de uma infrastrutura que permite as práticas tradicionais de eliminação de cadáveres, de acordo com as directivas sanitárias europeias, contribuindo assim para a manutenção das populações de aves necrófagas ameaçadas (Grifo, Britango, Abutre-preto, Águia-real, Milhafre-real, Milhafre-preto e Corvo). A ATN deu inicio, em 2005, a uma experiência de silvo-pastorícia, em 11 ha vedados na Reserva da Faia Brava, tendo esta experiência evoluído para o projecto GARRANOS DA FAIA BRAVA. Este projecto pioneiro com equinos autóctones de raça garrana, pretende estudar a redução de plantas arbustivas e controle de pastagens pelos cavalos, criando zonas de clareira em bosques de Quercus. A Reserva da Faia Brava alberga, neste momento, 24 exemplares de equinos de raça garrana, que habitam um cercado de 100 ha. A ATN lança todos os anos um programa de eventos de formação e sensibilização ambiental, que envolvem toda a comunidade (população escolar, estudantes universitários, população local e comunidade em geral). Grande parte das actividades desenvolvem-se nas Hortas da Sabóia, o futuro centro de recepção da Reserva da Faia Brava. São cerca de 100 a 200 participantes por ano que visitam a Reserva da Faia Brava no âmbito de actividades. A partir de 2008, a ATN investiu alguns esforços na limpeza e marcação de alguns trilhos antigos, usados por moleiros, e que há muitos anos tinham sido abandonados. Pelos chamados “Trilhos da Faia Brava” a ATN organiza percursos pedestres guiados, chamados saídas de campo, à Reserva da Faia Brava. Nestes percursos, é possível visitar alguns miradouros interessantes, observar aves, passear pelo bosque de sobro e azinho e conhecer as tradições rurais da região. Todas as actividades são acompanhadas por um técnico da ATN e os participantes têm também oportunidade de visitar os projectos implementados no terreno para a conservação da biodiversidade do vale do Côa. Em 2008, participaram nestes passeios cerca de 40 pessoas. Para mais informações consulte a página sobre a Reserva da Faia Brava e a brochura sobre as actividades desenvolvidas de 2000 a 2008. |
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