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A ATN é parceira oficial da STN (Stichting Transhumance en Natuur - Holanda)
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CAMPANHA RUPÍCOLAS
AZEITE BIOLÓGICO FAIA BRAVA
PATROCINE
ESTE PROJECTO
DESCRIÇÃO

No âmbito do projecto internacional Cliff-Breeders – Aves Rupícolas, apoiado por diversas entidades nacionais e internacionais, a ATN desenvolve desde 2000, diversas acções de conservação das populações de aves rupícolas em Riba-Côa.


É no âmbito deste projecto que têm sido seleccionadas as propriedades a adquirir pela associação em 4 núcleos distintos, nos vales escarpados do Côa, Águeda e Douro. Os terrenos adquiridos situam-se em áreas onde nidificam a Águia-de-bonelli (Hieraaetus fasciatus), a Águia-real (Aquila chrysaetos), o Grifo (Gyps fulvus), o Abutre-do-egipto (Neophron pernopterus), a Cegonha-preta (Ciconia nigra), o Falcão Peregrino (Falco peregrinus) e o Bufo-real (Bubo bubo). Todas estas espécies possuem um estatuto de conservação elevado a nível nacional e europeu.

Estas aves ocorrem exclusivamente nos recantos mais bravios e inacessíveis a orografia portuguesa, e estão intimamente dependentes, na sua alimentação, dos habitats florestais e estepários criados pela milenar actividade agro-silvo-pastoril. Por todas estas razões, podem considerar-se como verdadeiros estandartes da conservação da natureza e biodiversidade no vasto espaço natural que é o Nordeste de Portugal e a região de Riba-Côa.

O núcleo onde a ATN desenvolve a maior parte das acções de conservação de aves rupícolas é a Reserva da Faia Brava, no vale do Côa.

OBJECTIVOS
  • Conservação das aves rupícolas no Nordeste de Portugal
  • Estudo das suas tendências populacionais e melhoria do seu sucesso reprodutivo
  • Aumento da disponibilidade alimentar
  • Aprofundamento dos conhecimentos sobre as ameaças existentes
  • Valorização da imagem destas espécies perante a comunidade local
Uma das maiores ameaças à águia-de-bonelli é a falta de presas, nomeadamente devido à escassez de coelho-bravo
APOIOS
Aves Rupícolas

As aves rupícolas ou aves das rochas nidificam em substractos rochosos naturais. Em Portugal, os biótopos rupícolas incluem os afloramentos rochosos escarpados, localizados ao longo dos vales encaixados, cerros, cumeadas e cristas montanhosas, falésia marinhas e formações decorrentes da geomorfologia e erosão cársicas.


Outrora comuns em grande parte do território nacional, são hoje extremamente raras e as suas principais populações estão confinadas a uma diminuta faixa entre os planaltos de Ribacôa, a sul, e as faldas das serras de Montesinho e Coroa, a norte. Das 18 espécies rupícolas nidificantes que habitam esta região, 8 encontram-se ameaçadas, sendo óbvias espécies-alvo do projecto aqui apresentado.


Espécies
Rupícolas
Taxa ameaçados Taxa não ameaçados
Cegonha-preta (Ciconia nigra) (PDF) Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Britango (Neophron percnopterus) (PDF) Pombo-da-rocha (Columba livia)
Grifo (Gyps fulvus) (PDF) Melro-azul (Monticola solitarius)
Águia-real (Aquila chrysaetos) (PDF) Andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris)
Águia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus) (PDF) Andorinha-dáurica (Hirundo daurica)
Bufo-real (Bubo bubo) (PDF) Andorinha-dos-beirais (Delichon urbica)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus) (PDF) Rabirruivo (Phoenicurus ochruros)
Andorinhão-real (Apus melba) Gralha-de-nuca-cinzenta (Corvus monedula)
Corvo (Corvus corax) Cia (Emberiza cia)
Chasco-preto (Oenanthe leucura)  
Grifo libertado pela Quercus na Faia Brava
Fraga onde nidifica uma das principais colónias de Grifo no Vale do Côa
Territórios de Riba-Côa

A região do Nordeste de Portugal inclui duas Zonas de Protecção Especial (ZPE Douro Internacional e Vale do Águeda e ZPE Vale do Côa) que, no seu conjunto, contêm um dos núcleos mais importantes de populações de aves rupícolas, do país e da Península Ibérica.


Estas ZPEs caracterizam-se sobretudo pela presença de linhas de água importantes, que marcam a sua presença ao longo de vales profundos, encaixados, que criam zonas importantes para a nidificação de aves rupícolas. Adicionalmente, ocorrem zonas de planalto, de montanha e encostas suaves, que albergam áreas extensas de bosques de carvalho, azinho, sobreiro, zimbro e também matos pré-florestais de esteva e giesta, e que co-habitam, com zonas profundamente alteradas pelo Homem. Estas áreas plantadas e pastoreadas dividem-se em terrenos abertos cerealíferos, delimitados por sebes arbostivas, culturas de olival, amendoal e vinha, criando um mosaico de habitat que sustenta uma vasta biodiversidade.


DOURO INTERNACIOAL E VALE DO ÁGUEDA (PNDI, ZPE, SIC, IBA)
Esta ZPE corresponde a uma extensa faixa de terreno que acompanha os percursos fronteiriços dos rios Douro e Águeda. Os vales escarpados, assentes sobretudo em substratos graníticos, que por vezes assumem a forma de "canyon", são a principal característica do relevo desta zona.
Área ZPE: 50 788,76 ha
Concelhos: Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa
Ameaças: Abandono das actividades agro-pecuárias tradicionais (culturas cerealíferas), Queimadas e Incêndios, Perturbação humana (Recreio, actividades náuticas, caça e turismo), Outras infra-estruturas (linhas eléctricas), Construcção/Melhoramento de estradas e caminhos, Extracção de inertes (pedra)
Aves Rupícolas (casais): 16 Cegonha-preta, 94 Britango, 346 Grifo, 9 Águia-de-bonelli, 20-23 Águia-real.

VALE DO CÔA (ZPE, PAVC)
Trata-se de uma área de relevo montanhoso que corresponde fundamentalmente à bacia do troço terminal do Rio Côa, parcialmente inserida na região do Douro Vinhateiro. O aspecto mais característico da paisagem desta ZPE corresponde às encostas rochosas e escarpadas que se estendem ao longo dos rios Côa e Massueime.
Área ZPE: 20 607,35 ha
Concelhos: Figueira de Castelo Rodrigo, Meda Pinhel, Vila Nova de Foz Côa
Ameaças: Abandono das actividades agro-pecuárias tradicionais (culturas cerealíferas), Queimadas e Incêndios, Construcção/Melhoramento de estradas e caminhos, Aproveitamento Hidroeléctrico do Vale do Côa (Pêro Martins e Senhora de Monforte), Perturbação humana (Recreio, caça, uso de venenos e turismo), Outras infra-estruturas (linhas eléctricas), Extracção de inertes (pedra)
Aves Rupícolas (casais): 1 Cegonha-preta, 4 Britango, 35 Grifo, 1 Águia-de-bonelli, 5 Águia-real.
Parque Natural do Douro Internacional
Barragem de Aldea D'avila (Parque Natural do Douro Internacional)
Vale do Côa
ZPE Vale do Côa
Acções e Resultados

A ATN desenvolve, na Reserva da Faia Brava, desde 2000, diversas acções de monitorização das populações de aves rupícolas e de melhoramento de habitat. As acções desenvolvidas no âmbito deste projecto têm-se centrado na restauração ecológica, através da valorização dos habitats e do aumento da disponibilidade alimentar das espécies mais ameaçadas:


Cerealicultura tradicional . Charcas e pontos de água . Pombais tradicionais . Campo de alimentação de aves necrófagas . Repovoamento com coelho-bravo . Monitorização e vigilância das populações de aves rupícolas

CEREALICULTURA TRADICIONAL

Esta acção, apoiada financeiramente pelo projecto "Promoção e Valorização do Património Natural do Vale do Côa" (CCDR-C), foi desenvolvida em 2007, e resultou na implementação de 30 parcelas de cereal (cerca de 25 ha), em antigas áreas cerealíferas, no interior do território do casal de Águia-de-Bonelli.


As sementes e forragem produzidos nessas parcelas destinam-se à alimentação das espécies-presa da Águia-de-bonelli (Perdiz-vermelha, Coelho-brav e Pombo-da-rocha), favorecendo a recuperação e manutenção destas populações, o que contribui para o aumento da produtividade das Águias de Bonelli e Águia-real.

Esta acção favorece também a actividade cinegética e aumenta a biodiversidade na Faia Brava e na própria ZPE do Vale do Côa. O efeito compartimentador das parcelas de cereal (áreas abertas em contra-ponto a áreas de matos pré-florestais e bosque mediterrâneo aberto), permite ainda recrear o mosaico agro-florestal tradicional e gera uma maior heterogeneidade paisagística, com benefícios evidentes na redução de risco de incêndios de grandes proporções. A partir de 2008, no âmbito do plano de monitorização da Faia Brava, a ATN efectuará o seguimento das populações de Coelho-bravo e Perdiz-vermelha, de forma a obter também dados sobre o efeito das parcelas de cereal nas populações destas espécies.


Resultados esperados: (a) Aumento da densidade das principais espécies-presa da Águia-de-bonelli (Coelho-bravo, Perdiz-vermelha e Pombo-da-rocha); (b) Sedentarização dos casais de Águia-de-bonelli; (c) Melhoramento da condição física dos indivíduos reprodutores e aumento do sucesso reprodutor da população de Águias-de-bonelli.

CHARCAS E PONTOS DE ÁGUA

Na Reserva da Faia Brava, entre 2004-2006, foram construídas 5 charcas de média dimensão, em terrenos próximos do vale do Côa. Estas charcas têm como principal objectivo aumentar a disponibilidade alimentar de 1 a 2 casais de Cegonha-preta, que nidificam no vale do Côa, dentro dos limites da Reserva da Faia Brava.


Em 2007 e 2008, nas margens destas charcas, foram plantadas dezenas de árvores, como forma de iniciar o processo de naturalização de forma mais rápida. Seguidamente, será necessário efectuar transplantações de outras plantas ripicolas e aquáticas autóctones.

Estas charcas beneficiam igualmente outras espécies, nomeadamente o Coelho-bravo, Perdiz-vermelha e Pombo-da-rocha. Estas charcas são também usadas pelos pastores locais.


A partir de 2008, como parte integrante do plano de monitorização da Faia Brava, a ATN efectuará o seguimento de anfíbios nas charcas, de forma a obter também dados sobre disponibilidade alimentar para a Cegonha-preta.


Resultados esperados: (a) Aumento da disponibilidade alimentar da Cegonha-preta (anfíbios e peixes); (b) Melhoramento da condição física dos indivíduos reprodutores e aumento do sucesso reprodutor da população de Cegonha-preta; (c) Recuperação das populações de Coelho-bravo, Perdiz-vermelha e Pombo-da-rocha.

POMBAIS TRADICIONAIS

Em 2004, foram recuperados 3 pombais da ATN, na Reserva da Faia Brava. Estes pombais têm sido mantidos e sustentam uma população saudável de cerca de 200 casais de Pombo-da-rocha.


O Pombo-da-rocha é uma das espécies-presa mais importantes para a Águia-de-bonelli. Com a recuperação, repovoamento e manutenção dos pombais tradicionais a ATN pretende aumentar a população de Pombo-da-rocha e promover igualmente a instalação da população no seu habitat natural, dado que esta é também uma ave rupícola.

Os pombais tradicionais são também elementos importantes da paisagem e do património arquitectónico e cultural da região. Os pombais eram mantidos pelos agricultores em propriedades muitas vezes bastante afastadas da aldeia. Os dejectos das pombas eram utilizados como estrume nas propriedades circundantes e os borrachosz/ (crias dos pombos) eram também utilizados na alimentação. O tamanho e complexidade dos pombais varia e dependeria das posses de cada família. O abandono e mecanização da agricultura levou ao abandono dos pombais.

No âmbito do plano de monitorização da Faia Brava, é efectuada uma contagem mensal de pombos adultos e borrachos existentes em cada pombal gerido pela ATN, para obter dados sobre o sucesso reprodutor dos pombos, as condições sanitárias de cada pombal e também para efectuar uma estimativa da disponibilidade alimentar fornecida pelos pombais à Águia-de-bonelli.


CAMPO DE ALIMENTAÇÃO DE AVES NECRÓFAGAS

Entre o final de Agosto e o início de Setembro de 2007 foi contruído o campo de alimentação de aves necrófagas da Reserva da Faia Brava, financiado pelo projecto "Promoção e Valorização do Património Natural do Vale do Côa" (CCDR-C). Este alimentador encontra-se em fase de licenciamento por parte da Direcção Geral de veterinária (DGV) e pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).


A ZPE do Vale do Côa constitui uma das áreas mais importantes para a nidificação aves necrófagas, nomeadamente Grifo e Abutre-do-egipto. Em termos de população nacional, o Grifo possui nesta área a maior colónia não fronteiriça de todo o país. Cerca de 30 casais nidificam na área da Reserva da Faia Brava. O Abutre-do-egipto possui presentemente 6 casais nesta ZPE, constituindo o quarto núcleo mais populoso do país. Dos 6 casais desta ZPE 4 nidificam na proximidade da Reserva da Faia Brava. É importante assinalar que, em anos recentes, desapareceram alguns casais desta espécie na região.

Dada a raridade da população de Grifo no interior do país (considerando os sectores afastado não fronteiriços), e dada a regressão que o Abutre do Egipto tem tido a nível nacional e a nível da ZPE do Vale do Côa, a construção deste campo de alimentação de aves necrófagas assume uma importância significativa para a conservação de ambas as espécies na ZPE do Vale do Côa.

Tendo em conta as crescentes restrições sanitárias impostas pelos serviços veterinários nacionais e da União Europeia, a única ferramenta legal que pode ser utilizada para manter os recursos alimentares das populações de aves necrófagas corresponde à construção de vedações devidamente preparadas (Decreto-Lei nº 204/90 de 20 de Junho), sempre com acompanhamento veterinário.

A ATN pretende dotar a ZPE do Vale do Côa de uma infra-estrutura, que permita que os proprietários das explorações pecuárias desta área possam continuar a realizar as práticas tradicionais de eliminação de cadáveress (Abutre-preto, Águia-real, Milhafre-real, Milhafre-preto e Corvo).


Resultados esperados: Aumento da disponibilidade trófica para as populações de aves necrófagas.

REPOVOAMENTO COM COELHO-BRAVO

Entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008 realizou-se, na Reserva da Faia Brava, a obra de construção de 2 parques de repovoamento e alimentação de Coelho-bravo.


Tendo em consideração a existência de 1 casal de Águia-de-bonelli na ZPE do Vale do Côa, e sabendo da forte regressão que a população do Nordeste de Portugal tem vindo a sofrer, pretende-se aumentar a disponibilidade de uma das suas presas principais, o coelho-bravo, e contribuir para a permanência do casal nesta zona e para o aumento dos seus parâmetros reprodutivos.

Assim, está prevista a gestão de 2 parques de detenção e repovoamento de Coelho-bravo, em regime semi-extensivo. A localização desses parques teve em conta a proximidade ao local de nidificação da águia de Bonelli e a densidade de coelhos bravos (foram escolhidas zonas de densidade quase nula).

A partir de 2008, no âmbito do plano de monitorização da Faia Brava, a ATN efectuará o seguimento das populações de Coelho-bravo, de forma a obter também dados sobre o estado da população de coelho-bravo na Reserva da Faia Brava.

Resultados esperados: (a) Manutenção do casal de Águia-de-bonelli; (b) elhoramento da condição física dos indivíduos reprodutores; (c) Aumento do sucesso reprodutor das Águias-dee-bonelli.

MONITORIZAÇÃO E VIGILÂNCIA DAS POPULAÇÕES DE AVES RUPÍCOLAS

Anualmente a ATN tem investido esforços na monitorização e vigilância das populações de aves rupícolas do vale do Côa.


A monitorização inicia-se em Fevereiro, com a contagem de ninhos das principais colónias de Grifo. De Fevereiro até Junho, através de visitas semanais à Reserva da Faia Brava e áreas circundantes, é feita a vigilância dos ninhos e, no final da época, é verificado o sucesso reprodutor das seguintes espécies: Grifo, Abutre-do-egipto, Águia-de-bonelli, Águia-real e Cegonha-preta.

Apresentamos de seguida os resultados obtidos na monitorização das principais espécies rupícolas nidificantes na ZPE do vale do Côa (número de casais reprodutores presentes na ZPE do vale do Côa, 2000 a 2006).


Espécie/Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Abutre-do-egipto
(Neophron percnopterus)
7 7 7 5 4 4 4
Grifo
(Gyps fulvus)
14 10 14 15 22 30 35
Águia-real
(Aquila chrysaetos)
4 4 4 4 4 5 5
Águia-de-bonelli
(Hieraetus fasciatus)
2 2 2 1 1 1 1
Cegonha-preta
(Ciconia nigra)
1 1 1 1 1 1 1
Antes da floração, a forragem do cereal é parte importante da dieta do coelho-bravo
Após o espigamento, a semente do cereal é utilizada pela fauna, nomeadamente pela perdiz-vermelha e pelo pombo-da-rocha
Charca da Ribeira da Frieira, Reserva da Faia Brava
Cria de Cegonha-preta, Vale do Côa
Pombo-da-rocha, uma das presas mais importantes da Águia-de-bonelli
O Pombal do Côto foi recuperado pela ATN e mantém uma população saudável de pombos-da-rocha
Campo de alimentação de aves necrófagas, Reserva da Faia Brava
As aves necrófagas dependem directamente da pecuária, uma actividade tradicional em marcado declínio na região
Parque de repovoamento e alimentação de coelho-bravo na reserva da Faia Brava
Uma das maiores ameaças à águia-de-bonelli é a falta de presas, nomeadamente devido à escassez de coelho-bravo
A monitorização das aves rupícolas do vale do Côa é feita todos os anos, entre Fevereiro e Junho
Abutre-do-egipto (João Cosme)